quarta-feira, 30 de março de 2011

E lá fomos nós na casa dos meninos...

19 anos.... tempo de se ter grandes sonhos e emoções...
Um dia lá estava eu conversando com Patrícia, minha amiga, quando ela me chama para conhecer um dos amigos do novo namorado dela.
Eram 3 garotos de outro estado que trabalhavam na aeronáutica e dividiam um apartamento.
Na verdade, ela queria que eu conhecesse o mais novo deles, lindo, segundo ela. Então fui fazer o "sacrifício", né?!  :)
Chegando lá o tal menino estava a-c-o-m-p-a-n-h-a-d-o, fiquei com a cara no chão, mas não por muito tempo...
É que me desce o terceiro deles, acho que justamente pra não deixar os cacos do meu pobre rosto espalhados...
Mas, acreditam em destino, escrito nas estrelas, bruxinhas do bem ou coisas do tipo?
Eu SEMPRE acreditei e depois daquele dia então....
21 anos.... tempo de corresponder aos grandes sonhos e emoções ....
O garoto desceu as escadas: primeiro vi a sandália e os dedos do pé - seguido do pé completo, lógico - subindo para panturrilha, pernas, bermuda (verde limão.... era moda naquela época sabe?!), passando pela barriga, gargantilha dourada pendurada no pescoço, o rosto mais liiiiindo que eu podia imaginar e, por fim, chegando ao cabelo loiro, cortado meio a lá surfista.  Era quase um Apolo... sério.
Sinceramente, gelei. É isso, gelei, gelei, simplesmente gelei.... Minha pressão, a qual já é baixa por natureza, deve ter arrumado as malas naquele momento e... fugido. Meu coração, coitado, podia ter infartado a qualquer instante, pulava tanto que quase descobri o significado de "um coração saindo pela boca", literalmente.
Quando o namorado da minha amiga nos apresentou fiquei até com vergonha de apertar a mão dele porque o cara ia pensar que eu tinha distonia, além de disrritmia cardíaca, o que não era bem o caso.
Bom, o fato é que apertei a mão que me seguraria tantas vezes, dei os dois beijinhos de praxe, quase desmaiando, é verdade, e me apaixonei pro resto da vida (e da morte).
Amei TUDO naquele homem: do dedinho do pé ao último fiozinho de cabelo. Amei seu jeito, seu sorriso, seu corpo, sua conversa (a propósito, chegamos a passar 7 horas no telefone... Mas esse é outro capítulo, mais a frente)... amei, amei, amei, amo e amarei.
Só que é um amor diferente, desses que pouca gente entende, ou sente.

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